Segunda-feira, 31 de Dezembro de 2007

Desabafo, muito, violento!



                    Amigos

Amigos, cento e dez, ou talvez mais
Eu já contei. Vaidades que sentia:
Supuz que sobre a terra não havia
Mais ditoso mortal entre os mortais!

Tão zelosos das leis da cortezia,
Que já farto de os ver me escapulia
A’s suas curvaturas vertebraes.

Um dia adoeci profundanente:
Ceguei. Dos cento e dez houve um somente
Que não desfez os laços quasi rotos.

- Que vamos nós (diziam) lá fazer?
Se ele está cego, não nos pode ver!...
- Que cento e nove impávidos marotos


Camilo



( da revista ilustrada)
Mascaras, por Leal da Camara e Seavedra Machado.


publicado por escrevinhando às 21:36
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Sexta-feira, 28 de Dezembro de 2007

A Essência da Mensagem do Natal

 

O Menino que nasce em Belém revela-nos

que tudo possui um Sentido secreto e tão profundo

que o próprio Deus  quis assumi-lo.

A estreiteza do nosso mundo,

no qual Deus entrou

tem uma saída abençoada e um desfecho feliz !

 

Vale a pena ser homem, ser mulher.

Deus quis ser um deles!

 

Deus não assiste impassível à tragédia humana.

Ele entra nela, participa

e revela-nos que vale a pena viver a vida

como a vivemos, monótona, anónima, trabalhosa

e ser fiel na luta de sermos cada dia melhores,

exigentes na paciência connosco mesmos

e com os outros,

fortes em suportar as contradições

e sábios para aprender delas.

 

 

Olhemos bem fundo nos olhos do Menino :

nEle sorri a humanidade, a jovialidade

e a eterna juventude do nosso Deus.

Tentemos neste tempo de Natal ser bons, melhores

e realmente irmãos uns dos outros!

 

 

(Adaptado de Leonard Boff, “A humanidade e a jovialidade de nosso Deus”)

 

Natal 2007                             

 

publicado por escrevinhando às 12:21
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Segunda-feira, 24 de Dezembro de 2007

Noite de Natal

Era o dia 24 de Dezembro, um dos dias mais curtos do ano, e ele caminhava com grande pressa, pois queria aproveitar as poucas horas de luz.

Antes da meia noite, sem falta, tinha de chegar à sua casa na clareira de bétolas.

E ao fim de três quilómetros de marcha, cheio de confiança, penetrou na grande floresta. A alegria de estar já tão perto dos seus fazia-lhe esquecer o cansaço e o frio.

Mas agora, depois de quase dois anos de ausência, a floresta parecia-lhe  fantástica e estranha. Tudo estava imóvel, mudo, suspenso. E o silêncio e a solidão pareciam assustadores e desmedidos.

O inverno tinha despido as árvores, e os ramos nus desenhavam-se negros, esbranquiçados, avermelhados. Só os pinheiros cobertos de agulhas continuavam verdes. Eram daqueles pinheiros do Norte que se chamam abetos, que são largos em baixo e afiados em cima, que têm o tronco coberto de ramos desde o chão e crescem em forma de cone da terra para o céu.

A neve apagava todos os rastos, todos os careiros. E através do labirinto do arvoredo o Cavaleiro procurava o seu caminho. O seu plano era chegar ainda com dia a uma pequena aldeia de lenhadores que ficava perto do rio que passava junto da sua casa. Uma vez encontrado esse rio, mesmo de noite, não se podia perder, pois o curso gelado o guiaria.

À medida que avançava, os seus ouvidos iam-se habituando ao silêncio e começavam a distinguir ruídos e estalidos. Era um esquilo saltando de ramo em ramo, uma raposa que fugia na neve. Depois ao longe, entre os troncos das árvores, avistou um veado. Caminhava em direcção ao nascente, e ao fim de uma hora encontrou na neve rastos frescos de trenós.

- Bom sinal – pensou ele, não me enganei no caminho.

De facto, seguindo esses rastos, depressa chegou à pequena aldeia de lenhadores.

Todas as portas se abriram, e os homens da floresta reconheceram o Cavaleiro, que rodearam com grandes saudações.

Este penetrou na cabana maior e sentou-se ao pé do lume enquanto os moradores lhe serviam pão com mel e leite quente.

- Já pensávamos que não voltasse mais – disse um velho de grandes barbas.

- Demorei mais do que queria – respondeu o peregrino. – Mas graças a Deus cheguei a tempo. Hoje antes da meia noite estarei em minha casa.

 

 

 

 

                         Sophia de Mello Breyner Andresan

                                                                                                               in O Cavaleiro da Dinamarca

publicado por escrevinhando às 16:38
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Sexta-feira, 14 de Dezembro de 2007

Feliz Natal

 

A melhor mensagem de Natal é aquela que,

de tão simples e sincera,

sai directamente do Coração

e inunda o Universo

de

Luz e de Paz!

Feliz Natal!

publicado por escrevinhando às 11:20
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