Quinta-feira, 29 de Novembro de 2007

Ninguém morre sozinho!

Decididamente estou arrumado; não só porque as minhas actuais circunstâncias em nada me ajudam a superar-me da mesma forma que o tenho vindo a fazer no decurso da minha vida até esta parte, mas, sobretudo, sobretudo isso!, porque, ao invés do que aos quatro ventos se apregoa com todas as forças, o tempo em que estamos não deixa sequer espaço para que as pessoas tenham alguma, por pouca que seja, possibilidade de se dar e dar-se à tarefa nada árdua de ajudar aqueles que à sua volta também existindo procuram ser Pessoa, integrada, activa, participativa e participante na vida quotidiana.

Dizia eu que estava arrumado; não porque no que confere à minha Pessoa isso seja uma evidência, mas porque a evidência é outra: tenazmente mais feroz, que é a destruição da raça humana destruindo todo o tipo de valores que ao longo da vida as aproximou, solidarizou e ajudou a Crescer: promovendo uma forma de estar, e não de Ser, que apenas dignifica o factor económico em deferimento dos mais elementares Direitos da Carta Universal dos Direitos do Homem.

O homem do séc. XXI desaprendeu a adiar a gratificação; desaprendeu que tudo aquilo que sonhou um dia poder alcançar só se alcança assumindo-se a responsabilidade do objectivo alcançado, sendo-se o mais verdadeiro e coerente possível, não só para consigo próprio, para com todos aqueles que o rodeiam e para com a sociedade, encimando tudo isto, qual vértice de uma pirâmide suportada por 4 segmentos de recta, com o máximo de equilíbrio que venha a contribuir para que a riqueza gerada e criada por todos e por cada um encontre espaço para que quantitativamente possa vir a ser distribuída e multiplicada por todos em que o denominador comum dessa mesma partilha seja o verdadeiro equilíbrio de forças e ideais que tenham sido pensados e criados de forma a que todos sejam uma parte do todo em que, por isso, venha a construir e criar o que na realidade, tendi direito, é seu.

Por tudo isso que atrás referi estou arrumado, pois que não são as minhas circunstâncias motivo para que, também eu, não possa Ser Pessoa, activa e participativa na sociedade actua: esta é que me arrumou a um canto, ou numa prateleira, à espera que chegue o meu fim, esquecendo que ele só por si não chegará, pois que ninguém morre sozinho: a sociedade, toda a sociedade, ajuda!

José Pedro Amaral
28.11.2007
publicado por escrevinhando às 10:09
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