Sexta-feira, 31 de Agosto de 2007

O Dom Supremo

 

Luís Portela, médico e administrador de empresas

 

Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça todos os mistérios e toda a ciência; ainda que eu tenha tamanha fé, a ponto de transportar montanhas, se não tiver amor, nada serei. E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e ainda que entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me aproveitará.

O amor é paciente, é benigno, o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor jamais acaba."

Assim escreveu o apóstolo Paulo aos coríntios, texto citado pelo pensador escocês Henry Drummond, no final do século XIX, na sua obra "O dom supremo", recuperada com o mesmo título pelo escritor brasileiro Paulo Coelho, em finais do século XX. Texto sempre actual e sempre propício a uma nova leitura e a um maior aprofundamento.

O amor é paciente. Implica disponibilidade crescente, sem nada cobrar. Entende, aguarda, persiste, serena e coerentemente. Amar é praticar o bem sem olhar a quem. Procurar fazer os outros felizes, mas completos, íntegros e sem distinções: os que nos são mais próximos, mas também os mais distantes; amigos, conhecidos e mesmo inimigos; humanos e não só, toda e qualquer partícula do Todo. Darmo-nos sem hora marcada e sem adiamento: já e, a partir de agora, sempre.

O amor não compete, nem inveja; admite generosamente que há outros que amam, idealizam, realizam. Tanto ou mais. E isso não alimenta ciúme, antes dá satisfação. Satisfação pelos outros, pelo Todo, de quem procura simplesmente (ou talvez até humildemente) fazer a sua parte.

O amor é algo delicado nas grandes e, sobretudo, nas pequenas coisas. Não consegue ser agressivo, grosseiro ou inconveniente. Não tem que ver com snobismo ou cumprimento de regras. É, em si, "a regra que resume todas as outras regras", pela qual assumimos intrinsecamente que não existe verdadeira felicidade em ter e em receber, mas apenas em dar e em servir.

O amor é tolerância, desconhecendo preconceitos e falsos virtuosismos. Aceitar os outros como eles são, tendo pena que ainda não saibam ser melhores e ajudando - os no seu caminho de aprendizado. Construir discretamente o paraíso dentro de si mesmo e permitir que ele extravase, contribuindo para a transformação evolutiva.

O amor não se ressente do mal. Na sua simplicidade e na sua inocência, afasta o que está errado, renova, regenera, reconstrói. Talvez lentamente, mas com eficácia. Na sua sinceridade, busca a verdade. Não a verdade que lhe foi ensinada, mas a que resulta da sua própria progressão e que algum dia se confundirá com a de todos os outros; aí sim, verdade!

O amor não é uma mera noção teórica, é algo que se pratica e desenvolve, até permanecer. Num mundo onde tudo passa, desde o deslumbramento dos sentidos até aos prazeres materiais, desde o orgulho até ao poder das armas, desde os preceitos religiosos até aos conhecimentos científicos, apenas o amor permanece. Permanece, preenche, é.

Como dizia Henry Drummond, "nenhum homem se torna santo enquanto dorme". É necessário ponderar, idealizar, concentrar esforços e realizar. Sobretudo realizar. Numa época conturbada como aquela em que vivemos, poderá ser útil dissertar sobre o amor ou desejar que os governantes dos diferentes países saibam construir a paz. Mas será determinante que cada um de nós saiba viver em amor, construindo a paz em si e a partir de si. Para Drummond "o Amor - dom supremo - é o segredo da vida". Talvez mais do que dom, seja conquista; talvez mais do que segredo, a própria vida.

 

publicado por escrevinhando às 16:05
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Sábado, 25 de Agosto de 2007

Pegadas na Areia

Não posso cuidar de ti

Sem que mo deixes

Não posso entrar no teu Coração

Sem que me abras a porta

Não posso estar no teu cérebro

Sem que me tenhas no Pensamento;

Só poderei possuir o teu corpo

Quando passearmos juntos de mãos dadas, pela praia

Onde as nossas pegadas marcarão um dos percursos mais belos do Universo

A que se chama Vida.

 

 

José Pedro Amaral

25.08.2007

publicado por escrevinhando às 22:34
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Domingo, 12 de Agosto de 2007

A história do cavalo

 

"Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito"

(Romanos 8:28).


Um dia, um cavalo de um camponês caiu num poço. Não chegou a se ferir, mas não podia sair dali por conta própria. Por isso o animal chorou fortemente durante horas, enquanto o camponês pensava no que fazer.

Finalmente, o camponês tomou uma decisão cruel: Concluiu que já que o cavalo estava muito velho e que o poço estava mesmo seco, precisaria ser tapado de alguma forma. Portanto, não valia a pena se esforçar para tirar o cavalo de dentro do poço. Ao contrário, chamou seus vizinhos para ajudá-lo a enterrar vivo o cavalo. Cada um deles pegou uma pá e começou a jogar terra dentro do poço.

O cavalo não tardou a se dar conta do que estavam fazendo com ele e chorou desesperadamente. Porém, para surpresa de todos, o cavalo aquietou-se depois de umas quantas pás de terra que levou. O camponês finalmente olhou para o fundo do poço e se surpreendeu com o que viu.

A cada pá de terra que caía sobre suas costas o cavalo a sacudia, dando um passo sobre esta mesma terra que caía ao chão. Assim, em pouco tempo, todos viram como o cavalo conseguiu chegar até a boca do poço, passar por cima da borda e sair dali trotando.

A vida vai te jogar muita terra nas costas. Principalmente se você já estiver dentro de um poço. O segredo para sair do poço é sacudir a terra que se leva nas costas e dar um passo sobre ela. Cada um de nossos problemas é um degrau que nos conduz para cima. Podemos sair dos mais profundos buracos se não nos dermos por vencidos. Use a terra que te jogam para seguir adiante!

Recorde-se de 5 regras importantes para a sua libertação :

1. Liberte o seu coração do ódio.

2. Liberte a sua mente das preocupações.

3. Simplifique a sua vida.

4. Dê mais e espere menos.

5. Ame mais e...aceite a terra que lhe jogam. Ela pode ser a solução, não o problema

publicado por escrevinhando às 16:53
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Sábado, 11 de Agosto de 2007

Vazio

 

Aquilo que os olhos não vêem, mostra-me o Coração

Aquilo que a vida não me dá, procuro eu ir buscar

A Luz que a noite não tem, eu a crio no Espirito

E o Amor que sempre recebi, não o consigo encontrar.

 

 

José Pedro Amaral

09.08.2007

publicado por escrevinhando às 18:01
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Quarta-feira, 8 de Agosto de 2007

Adopte um Adulto

Adopte um adulto e ensine-lhe coisas que ele já esqueceu.

Você pode adoptar seu pai, mãe, tio, um amigo virtual, marido, namorado...

O importante é encontrar alguém que precise, ser adoptado, precise voltar a ser criança.

 

Como escolher?

 

Humm!!! É fácil reconhecer, os adultos que mais precisam ser adoptados: eles costumam ser ranzinzas, mal-humorados e cheios de coisas para fazer. São sérios demais, vivem reclamando do que fazem, não gostam de barulho, de música ou de coisas inesperadas. Odeiam surpresas e geralmente não gostam de comer doces ou andar descalços.

Aposto que conhecemos muitos assim.... ;o) !!!

 

O que fazer?

 

Depois que tiver escolhido, chegue perto, de mansinho e, com muita paciência, vá ensinando-o como ser criança outra vez.

Faça um lindo desenho e dê-lho de presente.

Ensine-o a fazer as nuvens crescer (na imaginação), aprender a gostar de carinho (comece com 1, 2, 3 beijinhos, beijo é bom !!), a acreditar em anjos, dragões (conte-lhes uma história onde ele será o herói, e matará o dragão feroz que existe dentro dele) a chupar pedrinha de gelo, a olhar o céu, desejar que os sonhos deles virem algodão doce, só por um momento... O importante, será não desistir... e lembre-se, o que é fácil para nós, pode ser difícil para eles.

Muitos esqueceram a criança que existe dentro de cada um...

(in Baralho da Criança de Patricia Gebrin)"

 

Quero ser criança de novo, quero que alguém me adopte e quero adoptar esse alguém, isso é a magia do amor: voltar a viver como criança sorridente.

 

publicado por escrevinhando às 19:38
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Terça-feira, 7 de Agosto de 2007

Adeus

Já gastamos as palavras pelas ruas, meu amor,

e o que nos ficou não chega para afastar o frio de quatro paredes.

Gastamos tudo menos o silêncio.

Gastamos os olhos com o sal das lágrimas,

gastamos as mãos à força de as apertarmos,

 gastamos o relógio e as pedras das esquinas,

em esperas inúteis.

 

Meto as mãos nas algibeiras e não encontro nada.

Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro;

era como se todas as coisas fossem as minhas:

quanto mais te dava mais tinha para te dar.

 

Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes.

E eu acreditava.

Acreditava, porque ao teu lado

todas as coisas eram possíveis.

Mas isso era no tempo dos segredos,

Era o tempo em que teu corpo era um aquário,

era o tempo em que os meus olhos eram realmente peixes verdes.

Hoje são apenas os meus olhos.

É pouco, mas é verdade, uns olhos como todos os outros.

 

 

Eugénio de Andrade

publicado por escrevinhando às 21:44
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