Terça-feira, 15 de Abril de 2008

Amigos são anjos que nos deixam em pé...

 Um dia, quando eu era caloiro na escola, vi um miúdo da minha turma a caminhar para casa depois da aula.
 O nome dele era Kyle.
 Parecia que estava a carregar os seus livros todos.
 Eu pensei:
 -"Porque é que leva para casa todos os livros numa sexta-feira ?
 Ele deve ser mesmo um marrão.
 Como já tinha o meu fim-de-semana planeado (festas e um jogo de futebol com meus amigos no sábado a tarde) encolhi os ombros e segui o meu caminho.
 Conforme ia caminhando, vi um grupo de miúdos a correr na direcção dele.
 Eles atropelaram-no, arrancando-lhe todos os livros dos braços e empurraram-no, de tal forma que ele caiu no chão.
 Os seus óculos voaram, e eu vi-os aterrarem na relva a alguns metros e onde ele estava. Ele ergueu o rosto e eu vi
 Uma terrível tristeza nos seus olhos.
 O meu coração penalizou-se por ele. Então, corri até ele enquanto ele gatinhava à procura dos óculos, e pude verlágrimas nos seus olhos.
 Enquanto lhe entregava os óculos, eu disse:   
 -"Aqueles tipos são uns parvos. Eles deviam era arranjar uma vida própria".
 Ele olhou para mim e disse:
 -Ei, obrigado!   
 Havia um grande sorriso na sua face. Era um daqueles sorrisos que realmente mostram gratidão. Eu ajudei-o a apanhar os livros, e perguntei-lhe onde morava.
 Por coincidência ele morava perto da minha casa, então eu perguntei como é que nunca o tinha visto antes. Ele
respondeu que antes frequentava uma escola particular.
 Conversámos todo o caminho de volta para casa, e carreguei-lhe os livros.
 Ele revelou-se um miúdo muito porreiro. Perguntei-lhe se queria jogar futebol no Sábado comigo e com os meus amigos, ele disse que sim.
 Ficamos juntos todo o fim-de-semana e quanto mais eu conhecia Kyle, mais gostava dele. E os meus amigos pensavam da mesma forma.
 Chegou a Segunda-Feira, e lá  estava o Kyle com aquela quantidade imensa de livros outra vez. Parei-o e disse:   
 -"Diabos, pá, vais fazer o quê com os livros de novo?
 Ele simplesmente riu e entregou-me metade dos livros.
 Nos quatro anos seguintes Kyle e eu tornámo-nos melhores amigos.
 Quando nos estávamos a formar começámos a pensar na faculdade. Kyle decidiu ir para Georgetown, e eu ia para a Duke.
 Eu sabia que seríamos sempre amigos, que a distância nunca seria um problema. Ele seria médico, e eu ia tentar uma bolsa escolar na equipa de futebol.
 Kyle era o orador oficial da nossa turma. Ele teve que preparar um discurso de formatura. Eu estava super contente por não ser eu a subir ao palanque e discursar.
 No dia da Formatura eu vi Kyle. Ele estava óptimo. Ele estava mais encorpado
 e realmente tinha uma boa aparência, mesmo usando óculos. Ele saía com mais miúdas do que eu, e todas
as raparigas o adoravam!
 Às vezes eu até ficava com inveja. Hoje era um desses dias. Eu podia ver o quanto ele estava nervoso por causa do discurso. Então dei-lhe uma palmadinha nas costas e
disse:
 -Ei, rapaz, vai
s-te sair bem!   
 Ele olhou para mim com aquele olhar (aquele olhar de gratidão) e sorriu.
 -Valeu, disse ele.   
 Quando ele subiu ao oratório, limpou a garganta e começou o discurso:
 -"A Formatura é uma época para agradecermos aqueles que nos ajudaram durante estes anos duros. Aos pais, aos professores, aos irmãos, talvez até a um treinador. Mas principalmente aos amigos. Eu estou aqui para lhes dizer ser um amigo para alguém é o melhor e que se pode dar.
 Eu vou-lhes contar uma história.   
 Eu olhei para o meu amigo sem conseguir acreditar enquanto ele contava a história sobre o primeiro dia em que
nos conhecemos.
 Ele tinha planeado suicidar-se naquele fim-de-semana.
 Contou a todos como tinha esvaziado o seu armário na escola, para que a mãe não tivesse que fazer isso depois de ele morrer, e estava a levar as suas coisas todas para casa. Ele olhou directamente no
s meus olhos e deu-me um pequeno sorriso.
 -"Felizmente eu fui salvo. O meu amigo salvou-me de fazer algo inominável".
 Eu observava, com um nó na garganta, todos na plateia, enquanto aquele rapaz popular e bonito contava a todos sobre aquele seu momento de fraqueza. E vi a mãe e o pai dele a olharem para mim e a sorrir com aquela mesma gratidão.
 Até aquele momento eu nunca me tinha apercebido da profundidade do sorriso que ele dirigiu naquele dia.  
 Nunca subestimes o poder das tuas acções. Com um pequeno gesto podes mudar a vida de uma pessoa. Para melhor ou para pior.
 Deus coloca-nos a todos nas vidas uns dos outros para
que tenhamos um impacto um sobre o outro de alguma forma.   
 Procura o bem nos outros.   
 Agora tens duas opções. Podes:
 1- Passar esta história aos teus amigos ou,
 2- Apagar este texto e agir como se ela não tivesse tocado teu coração.
  
 Como podes ver, eu escolhi a primeira opção.
  
 Amigos são anjos que nos deixam em pé quando as nossas asas têm problemas e não se lembram de como voar

Autor desconhecido

Recebido por e-mail

publicado por escrevinhando às 12:17
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2 comentários:
De Maria Romeiras a 15 de Abril de 2008 às 21:57
Belíssima história, comovente. Há pessoas especiais... Um beijo.


De ana sampaio a 11 de Dezembro de 2009 às 12:43
Como um gesto tão simples pode alterar a vida de alguém... e não tem qualquer custo, verdade?
lINDA ESTA HISTÓRIA... LINDA E PROFUNDA.
vIVAM OS AMIGOS!


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